
Portugal Energy Conference 2022
Novembro 16, 2022
APE lança “Selo de Pertença”
Janeiro 4, 2023A APE regressou aos grandes eventos presenciais, no passado dia 29 de Novembro, no Centro Cultural de Belém, com a Portugal Energy Conference 2022.
Sob o tema “Energia, Tecnologia e Sociedade” a conferência contou na Sessão de Abertura com a presença do Secretário de Estado do Ambiente e da Energia. João Galamba, reforçou as prioridades do sector para os próximos anos: “O governo está apostado em acelerar, o mais possível, a transição energética. Portugal estará na vanguarda e já tomou e antecipou muitas medidas para alcançar as metas propostas.”, concluiu.
Wytse Kaastra, Sustainability Services Europe Lead da Accenture, introduziu o tema do primeiro painel “Sustentabilidade no sector energético” contextualizando a crise climática e energética acompanhada da necessidade de maior resiliência e segurança. “A boa notícia é que os governos, as empresas e as cidades estão muito mais alinhados hoje numa única direcção”, afirmou.
A primeira mesa-redonda do dia, foi moderada por Nuno Moreira da Cruz, director executivo do Center for Responsible Business & Leadership na Universidade Católica e contou com Miguel Setas, administrador da EDP, Sílvia Barata, CEO da BP Portugal e Gabriel Sousa, CEO da Floene. “Já não vemos a sustentabilidade como uma estratégia, mas como parte do negócio em si […] e temos um plano de negócios centrado na transição energética”, referiu Miguel Setas. Sílvia Barata corroborou e defendeu que “as populações nos países emergentes estão a aumentar o nível de vida e o actual cenário visa chamar a atenção de todos os players” para o facto de isso implicar uma maior procura de energia.” Gabriel Sousa referiu a necessidade de a Floene criar proximidade à sociedade e o “papel muito importante do regulador desde sempre”.
Teresa Ponce Leão, presidente do LNEG introduziu o segundo painel da conferência, dedicado à Inovação tecnológica e descarbonização e traçou um panorama sobre os alertas que o ambiente e a sociedade têm vindo a dar ao mundo.. “Sofremos um primeiro choque de energia mesmo antes da invasão da Rússia à Ucrânia, os preços do gás começaram a subir e temos de resolver tópicos geopolíticos e de regulação, tendo em conta o nosso sistema de energia que assenta numa grande descentralização”, referiu.
Teresa Ponce Leão juntou-se depois a uma mesa-redonda moderada por Ana Quelhas, managing director for Hydrogen da EDP, em que participaram Nuno Silva, administrador da EFACEC, Luís Delgado, administrador da Bondalti e Nuno Santos, administrador da Navigator. “Temos o objectivo claro de ter 100% de energia renovável até 2030 e internamente temos muitos desafios em tudo o que são processos industriais eficientes”, afirmou Luís Delgado. No caso da Navigator, as metas passam por “reduzir cerca de 90% de CO2 até 2035” explicou Nuno Santos. Há que sair da zona de conforto “e propor alternativas mais sustentáveis”, acrescentou Nuno Silva. Portugal conta, na sua opinião, com “mecanismos de incentivo e modelos de financiamento interessantes, mas falta tempo para actuar e aproveitar as oportunidades”.
O último painel da Portugal Energy Conference 2022 , abordando os Desafios estratégicos das empresas energéticas foi introduzido por João Bernardo, Director Geral de Energia e Geologia que referiu os principais desafios da transição energética. “A transição da União Europeia para emissões líquidas de carbono zero até 2050 é um grande desafio, mas também uma oportunidade para modernizar a economia do continente europeu e promover o crescimento, o emprego, o avanço tecnológico e a inclusão social”, defendeu.
João Bernardo juntou-se depois à mesa-redonda moderada por Ana Sousa, secretária-Geral dos Future Energy Leaders Portugal (FELPT) com a participação de Miguel Stilwell de Andrade, CEO da EDP, Andy Brown, CEO da Galp e Rodrigo Costa, chairman e CEO da REN.
“A maior dificuldade é ter certezas para tomar decisões hoje relativamente a tecnologias que só vão estar maduras daqui a quatro, cinco anos”, explicou Rodrigo Costa, salientando que a vontade por parte das empresas é notória, mas que existem factores que impedem a maior celeridade. Miguel Stilwell de Andrade começou por afirmar que estamos a viver um dos momentos de maior incerteza das últimas décadas no sector. “Do ponto de vista estrutural temos o compromisso de ser 100% verdes até 2030. O potencial para uma empresa como a EDP é enorme. Há muitos projectos a implementar, mas o grande entrave actualmente é desbloquear o sistema regulatório”. Andy Brown referiu que a Galp está a trabalhar na criação de projectos inovadores e é muito activa na mudança do portefólio. “O talento português é incrível e do melhor a que tenho assistido em toda a minha carreira. Ter criatividade e uma mente aberta são muito importantes nesta transição energética”, salientou. É preciso também colocar o consumidor no centro do problema “e não deixar ninguém para trás”, defendeu João Bernardo, sugerindo as tarifas sociais.
A sessão de encerramento foi assegurada pelo presidente da APE João Torres que resumiu as principais conclusões da conferência, referindo particularmente os programas Future Energy Leaders Portugal e Mulheres na Energia, cujos filmes de apresentação foram apresentados antes e logo a seguir ao intervalo para almoço. Agradeceu também aos patrocinadores, que permitiram a organização da Portugal Energy Conference 2022: Accenture, BP Portugal, EDP e Galp, que concederam Patrocínio Ouro, à CME, Floene, Nextbitt e REN, pelo Patrocínio Prata e, finalmente, a ADENE, APREN, ERSE e Greenvolt pelo Patrocínio Bronze.
Finalizou a sessão com o anúncio da Portugal Energy Conference 2023, que se realizará a 12 de Outubro de 2023.




